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Rafael Côvre fez seu primeiro click com uma câmera profissional aos 19 anos. Hoje, após explorar incontáveis luzes, coleciona imagens de diversos segmentos da fotografia. Sua versatilidade e visão ousada lhe renderam um rico portifólio, no qual é possível enxergar a união entre sensibilidade e criatividade.
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Conheci o Rafael da forma mais ocasional possível. Eu estreava BODAS DE SANGUE do Lorca, com alunos da FUNDEC e o Rafael era e é o namorado de uma das atrizes.
Ele veio e fotografou o espetáculo. Até então era apenas mais um apaixonado
por registrar em fotos oportunidades que se descortinavam, além é claro de um
apaixonado namorado. Não dei grande importância até porque em dia de estréia há
detalhes por demais para se ocupar. E tudo transcorreu normalmente até que depois
do espetáculo vi vários atores a sua volta vendo o resultado das fotos no Notebook. E
era tamanha a empolgação e entusiasmo que acabei indo dar uma espiada também.
Confesso que foi surpreendente. Um bom fotografo é mesmo capaz de deixar a
obra mais bonita que o real. Foi a sensação que tive no momento. A partir daí fui me
aproximando e conhecendo melhor o seu trabalho. Aos poucos o fui chamando para
registrar um espetáculo e depois outro e outro e outro. Até que virou o fotografo oficial
dos meus trabalhos todos. Tanto os Cia Clássica de Repertório, como os da FUNDEC.
Pude ver a acompanhar também seu interesse pelas fotos de teatro e a evolução
técnica que ele foi tendo tanto no equipamento que foi se modernizando como no
fotografo que foi se refinando.
Hoje ele é com certeza um artista criador que recria nas suas lentes as sensações
e vibrações que captou do espetáculo e devolve isso nas imagens trabalhadas e
tratadas na sua sensibilidade.
Suas fotos não são um mero registro, são uma criação à parte de uma mesma obra
com um olhar de quem está vendo de fora e elas sempre nos oferecem um olhar
instigante, inquietante seja nas fotos em preto e branco que ganham matizes mais
artísticas quanto nas coloridas onde ele realça tons, luz, contrastes para acentuar o
espírito da cena ou mesmo do espetáculo todo.
Enfim um artista. Um mago. Um profissional sensível e perspicaz, capaz de captar e
tornar visível o que era invisível ao olho nu.
Mario Persico - Ator/Diretor/Autor
Diretor Pedagógico do TEATRO ESCOLA MARIO PERSICO